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Sexta-feira, 31 de Maio de 2013
Ditadura discente
Já ouviram falar? Mas existe! Já vinha assistindo a alguns indícios, poucos, na verdade, e passavam quase despercebidos. Poder-se-ia dizer que passavam quase despercebidos. Este ano, aconteceu algo em larga escala o que se tornou alarmante. Ao que parece, parte dos miúdos de uma turma, devido a circunstâncias anormais, tiveram vários professores, numa determinada disciplina no(s) ano(s) anteriore(s) e notas altas. Houve aquilo a que se poderia chamar de facilitismo quando falamos de testes realizados com a ajuda do manual. Este ano, apanharam uma professora disposta a ajudá-los exigindo em troca trabalho da parte deles. Contudo, o trabalho, ou a falta dele, da parte de alguns dos discentes, resultou em notas fracas, o que resultou numa ira incontrolável contra a professora. Grande parte dos alunos estavam preocupados com as brilhantes notas tiradas no anos prévios e que, naquele momento corriam um sério risco, para já não falar no que socialmente isso representaria. Com a Diretora de turma do lado deles, numa cumplicidade enraizada em três anos de convívio, o caso envolveu encarregados de educação e direção. Num caso, onde a sensatez deveria prevalecer, para além da mediação e a boa vontade, resultou antes num circo escolar, com comentários realizados a colegas, em alta voz, que nada tinham a ver com o assunto, numa sala de convívio, contra a colega visada. Ora, num conselho de turma, onde parece haver unanimidade ou parte dela, defendendo que grande parte dos alunos querem boas notas sem trabalho, é difícil perceber a má vontade contra a colega.
Para mim, que estar num trabalho implica ajuda a alunos e colegas, estranho (e sempre estranhei) estas atitudes. A nossa função não se resume à transmissão de conhecimentos mas também à formação dos alunos enquanto seres em plena formação cívica e pessoal, o que ainda torna tudo pior. Estes não são os melhores exemplos. Nada se resolve culpando alguém. Como sempre digo aos meus alunos o nosso trabalho é repartido, pertencendo cinquenta por cento do trabalho às duas partes: professor e alunos. Só assim se consegue obter os resultados tão almejados por todos os interessados. Enquanto se resolverem ou tentarem resolver problemas descarregando as culpas no professor só porque ele é a parte adulta, nada se resolve. Os alunos têm de ser responsabilizados pelo trabalho que realizam ou não. Só assim teremos futuros adultos percebendo que o saber é mais importante que as notas porque estas são sempre um reflexo daquele. E, nesta profissão, ninguém está a tentar, pelo menos propositadamente, (nem de outra maneira qualquer) prejudicar seja quem for. O professor é aquele que ajuda o aluno tentando levá-lo ao sucesso. Se os alunos gostam dele, tanto melhor, senão terão de se esforçar mais. É tudo. A culpa nunca é só de uma parte! Tal como há adultos de boa e má vontade também há assim miúdos. E como costumo dizer, contra esta não há estratégia possível, sem uma mudança de atitude por parte do aluno. E, na minha vida, já vi muitos docentes serem prejudicados voluntariamente por alunos. É altura de dizer: chega! O facto de as turmas serem unidas, torna o professor vulnerável a qualquer tipo de má vontade. Os mais sensatos e tímidos têm medo de enfrentar os colegas responsáveis por atitudes mais radicais. E quando se arrependem, muitas vezes, é tarde de mais! Já ouvi, na minha vida de docente, alunos dizerem-se arrependidos pelas atitudes tomadas…


publicado por fatimanascimento às 13:24
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