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Segunda-feira, 13 de Março de 2017
Só anda descalço quem quer… pensem em escudos!

Há pessoas que ouvem alguém dizer algo e, por alguma razão desconhecida, fica-lhes gravada na memória esperando apenas a oportunidade certa para sair, sem alteração. Isto passa-se frequentemente pelo que se deve ter em atenção e perceber o que se passa.

A minha mãe nasceu pobre. Andou descalça na neve e, talvez por isso, não goste dela. Apesar disto, ela saiu-se com uma frase, há uns tempos atrás, que me ficou na memória, talvez para escrever sobre ela.

Um dia chegou a casa, depois de comprar uns sapatos por dez euros. Quando passei por ela, atirou-me:

- Olha, acabo de comprar uns sapatos por dez euros. – Num tom desdenhoso, dobrada sobre si mesma, descalçava-se com a dificuldade própria das pessoas idosas. – A outra é que tinha razão! Por este preço, só anda descalço quem quer.

Pensei em não dizer nada. Mas, como percebi que repetia o assunto tentando conhecer a minha reação, tive de dizer-lhe que dez euros é muito dinheiro para algumas famílias. Que para pagar dez euros por uns sapatos, (pois não podemos andar descalços, porque a sociedade não vê com bons olhos tal situação), muitas famílias tinham de retirar esse dinheiro destinado a gastos com outros aspetos da vida familiar (um pouco à semelhança do que se passa com o estado que, para tapar um buraco orçamental, abre outro).

Pensou um pouco e não levou muito tempo a concordar comigo. Vi como se retraía perante a sua mal calculada frase. Creio que aprendeu a lição e, nos tempos mais próximos, não vai repetir essa, ouvida no local que frequenta, e da boca de alguém que, aparentemente não dedica muito do seu tempo à reflexão profunda e alargada sobre os factos da vida.

O problema não está só na pessoa que a diz pela primeira vez. Está também naquelas que a repetem sem refletir sobre o que ouviram. Este é um fenómeno que não começou nem vai terminar aqui. O problema de muitas pessoas (não sei se a maioria) é ouvir e memorizar o que escuta como um dado adquirido, como um dogma. Mas é também um risco que todos corremos nalguma fase das nossas vidas. Ninguém está livre de que lhe aconteça algo assim, pelo que devemos estar atentos. Afinal, a vida não é constituída por dogmas, muito longe disso. Aqueles só existem para as pessoas pouco dadas a pensar. Talvez, por isso mesmo, esses dogmas, essas ideias adquiridas que formam a mentalidade coletiva, leve tanto tempo a mudar (cerca de 100 anos segundo as estimativas de alguns). E a adesão a estes dogmas é transversal às classes sociais, culturais… o que dá que pensar. Como é possível que pessoas, que tiveram acesso a uma educação superior, estejam agarradas a dogmas que não têm pés nem cabeça? E mais, porque é que fazem questão de dar entrevistas defendendo isso mesmo e passando uma ideia de estupidez cultural e científica? Leva a pensar que um curso superior não dá inteligência a quem não a tenha.

Bem, como já disse acima, este estado de inconsciência coletiva é um fenómeno que parece querer perpetuar-se nos tempos. Talvez isso explique porque é que a história humana é cíclica. Como costumo dizer, parece que há poucos humanos a puxar a corda para a frente e muitos a puxá-la no sentido contrário.

Uma colega minha, este ano, quando pedia aos alunos que pagassem um euro para ver uma peça de teatro, e me preguntava se já tinha o dinheiro de todos, respondi que não obrigava os alunos que não queriam, pois não era dona do dinheiro de ninguém. Respondeu-me que “sinceramente, é só um euro!”

Quando isto se passa nestes aspetos mínimos o que se passará a outros níveis por esse país fora e durante quanto tempo mais vai este fenómeno resistir? Provavelmente, enquanto houver pessoas que pagam para não pensar…



publicado por fatimanascimento às 20:51
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Sábado, 11 de Março de 2017
"Bullies" /Predadores humanos

Tive há pouco a possibilidade de ver um vídeo de uma adolescente vítima de “bullying”. Acabou por suicidar-se a moça por não aguentar tanta frente de batalha pertencente à mesma guerra.

Um dia, alguém lhe pediu que mostrasse os peitos através da câmara do seu computador. Acedeu. Este ato generoso (dar algo tão íntimo, implica necessariamente um sentimento forte em relação à pessoa que o pediu) valeu-lhe uma perseguição escolar e eletrónica de  grande escala. Sim, a loucura da perseguição e o desejo de sangue estendeu-se até à cidade para onde se mudou com a mãe. Aqui, começou pelo alarde eletrónico e passou à nova escola onde predadores mecanizados responderam da mesma forma predatória.

O problema, na sociedade em que vivemos, é que muitos, não sei se a maioria, se fixam no “erro” da vítima (como se todos não os tivéssemos cometido numa fase ou outra das nossas vidas sem estas horríveis consequências) e não nos predadores.

Vamos deter-nos nestes. São crianças, jovens, adultos que obedecem a instintos baixos e que se apresentam socialmente amorfos até farejarem uma possibilidade de manifestar esses seus baixos instintos. Alimentam-se de ódios, preconceitos… nos quais se baseiam para sitiar as suas vítimas. São um pouco o que se passava, há alguns anos atrás, nas sociedades ditatoriais regidas por regras inumanas e sem razão de existir, onde as pessoas viviam dominadas pelo medo o que, parece incrível, mas parece ser um outro sentimento de que se alimentam esses “seres humanos”.

Se compreendermos a inteligência como sendo lata, simultaneamente profunda e aberta. Se a compreendermos como uma forma de pensar felizmente casada com os bons sentimentos. Se a compreendermos como a forma de pensar no que é simultaneamente bom para mim e para o outro, então poderemos referir-nos a estes predadores como seres dotados de uma esperteza aguda, mas de uma inteligência limitada ou mesmo inexistente.

Não tentem comparar estes predadores humanos à selva povoada de verdadeiros animais porque não se assemelha em nada à criada por alguns humanos, no que respeita aos “requintes de malvadez”, ou, se quiserem, à tortura. (Porque bullying é uma forma de tortura.) Não, aqueles ainda não chegaram a tanto. Talvez porque lhes falta a inteligência convertida ao mal. Eles matam por razões mais nobres que os humanos – a sobrevivência. Os humanos perseguem, torturam, matam com uma indiferença e/ou um ódio alheios, creio eu, à selva natural – a verdadeira selva. Aliás, o homem parece-me ser o único animal que persegue, tortura e mata seres da mesma espécie…

Isto faz-nos pensar na saúde mental dos predadores. Faz-nos pensar no desequilíbrio mental que supõe este tipo de reação. Como explicar o gosto pelo sofrimento alheio, o gosto por exercer o “poder” sobre o seu semelhante, o gosto pelo sangue alheio, o gosto em tirar vidas? Mas para todo o desequilíbrio há um tratamento, nem que seja apenas um acompanhamento psicológico atento. O que não se pode é deixar generalizar esta situação que não tem nada de normal (natural) ou equilibrado nela.

Aquela rapariguinha, tão nova ainda, sucumbiu a uma situação que a ultrapassou sem provavelmente ter percebido que a culpa não era sua mas de indivíduos desequilibrados que se alimentaram, durante o tempo que durou a sua vida, depois do tão apontado “erro”, do seu medo, do seu sofrimento e depois, talvez, até da sua morte por suicídio, a que eles mesmos também a incitaram. Estes, senhores, são dignos de um estudo aprofundado, a todos os níveis.

Quer acreditem quer não, isto não é uma situação normal. Por isso, não, não vou usar a palavra “bully” ou “bullies”. São predadores humanos.  

Se se quiserem integrar na categoria de “seres humanos”, vivam como tal, e não disfarcem apenas o que verdadeiramente são. Tudo é produto de uma reflexão sempre ligada ao sentimento. Os que já “sofrem desse mal”, façam uma introspeção e percebam o que têm de fazer para se recuperarem, porque há solução para tudo. Apenas tem que se desejar a mudança e ela acontece. Até lá, até essa desejada mudança, não passam de “predadores humanos amorfos”, bombas construídas e capazes de explodir a qualquer momento.



publicado por fatimanascimento às 11:33
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Quinta-feira, 16 de Fevereiro de 2017
O que é a poesia?

Alguns acontecimentos na minha vida fizeram-me chegar até aqui – até esta questão. O que pensar quando poeta e poesia são dois gumes da mesma faca?

E o que é a poesia? Um olhar resultante de um modo diferente entender o mundo em que vivemos e o universo a que pertencemos ou apenas episódios “diarreicos” de versos? Não se pretende, com esse olhar sobre o mundo, desenhar caminhos para uma humanidade e um planeta mais felizes?

O que fazer quando percebemos que um poeta escreve uma coisa e vive outra? Estaremos perante um papel hollywoodesco que merece o ambicionado “oscar”, sempre que escreve poesia? Ou será somente o poeta um enganador, um mentiroso, um fingidor?

Esta é a questão que não abrange todos os criadores. Só alguns a quem tive a infelicidade de conhecer e perceber que se arrastam numa frequência energética lamacenta que os consome e os fazem consumir os demais. Predadores mais ou menos camuflados à espera da presa para abrir a boca apanhando-a desprevenida.

De novo a questão: não será a poesia uma filosofia diferente de vida? Uma forma diferente de senti-la e processá-la? Não devemos ser coerentes com aquilo que escrevemos e viver isso mesmo? Não estarão palavra e a vida atadas por fios finos de coerência? Será o poeta apenas o fantoche que representa um papel enquanto escreve?

O que fazer quando se conhece obra e poeta? Em quem devemos depositar a nossa fé? Na poesia? No poeta? Ler a obra e fugir do autor? Em nenhum?

Num mundo dual onde quase ninguém é o que parece, está também (ou sempre esteve) a poesia contaminada de falsidade?

Como já disse esta questão não abrange todos os poetas. E ainda bem. Mas, não fazem os poetas duais, com que a poesia seja vítima de desconfiança e indiferença?

Depois de todas estas questões, posso acrescentar que há poetas que são verdadeiros, fiéis no que pensam, sentem e vivem. Também conheci destes. E são estes que nos fazem acreditar num mundo melhor. São estes que escrevem, vivem e sentem e fazem um mundo melhor.

São estes que eu celebro enquanto pessoas, enquanto poetas, enquanto seres humanos. E desejo que o mundo se encha de poetas. Daqueles que escrevem e sentem verdadeiramente, daqueles que leem e sentem. (O leitor é também um poeta na sua forma de sentir a poesia.) Porque os há de muitas naturezas. Mas quero centrar-me apenas naqueles que fazem, em todos os aspetos, a diferença. Bem hajam, por isso!



publicado por fatimanascimento às 14:56
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Segunda-feira, 2 de Janeiro de 2017
Monarquia versus república

 

   A república e a monarquia parecem ser as únicas alternativas políticas existentes. Por que será assim?

   Vamos recuar no tempo. Vamos até à época em que o planeta começou a ser dividido em parcelas. Como poderá ter ocorrido isso? Podemos imaginar que a humanidade então já desfrutava, dentro da sua semelhança, de algumas diferenças. Seriam diferenças de força física (ou outra qualquer espécie) que levaram alguns seres humanos, a determinado ponto da história, a decidir que aquela parcela seria “sua”. Por qualquer motivo, os demais nunca se lembraram de questionar essa legitimidade e outros, muito provavelmente, manifestaram indiferença e outros ainda gostaram da ideia e resolveram procuram outro pedaço de terra para si (e até hoje nunca ninguém se lembrou de se interrogar sobre essa legitimidade. Adotou-se a ideia como um dado adquirido. Como acontece ainda hoje quando formulamos uma questão e nos respondem “porque é assim” ou “porque sempre assim foi”.

Como seria a vida da humanidade antes do emparcelamento? Eu imagino (não tenho recordações dessa vida passada tão longínqua) que deveriam fazer parte de uma tribo que cultivaria o terreno que se estendia à volta do mesmo e o produto desse trabalho seria repartido igualmente por todos sem questiúnculas inoportunas e mesquinhas como por exemplo quem se teria esforçado mais ou algo assim. Todos faziam o que podiam e todos desfrutavam do resultado do trabalho em conjunto.

Terá sido a partir daqui que tudo começou e evoluiu até ao presente com todas as vicissitudes vividas até hoje (guerras entre famílias reais, que levaram países a grandes sacrifícios humanos sem nunca se pôr em causa a legitimidade das mesmas).

No caso da monarquia, esta tem um defeito enorme. Não é dado o cargo a uma pessoa porque merece, pois tem as qualidades necessárias para tal mas, bem pelo contrário, é dado por direito dinástico ao primeiro(a) filho(a) ou ao herdeiro masculino. O pior de tudo, é que é um emprego vital. E se um dia, como dizia um colega meu de escola, esse sucessor é maluco? Como seria viver debaixo de um reinado destes durante quase um século? Poderão dizer-me que agora as monarquias são democráticas, pois apoiam-se numa assembleia legislativa e que o rei/rainha pouco ou nada mais podem fazer que representar esse mesmo país. Mas se observarmos cuidadosamente, há, por exemplo, no país vizinho uma cláusula que prevê situações que ponham em risco a imagem da monarquia (que nem sequer foi escolhida pelo povo. Foi-lhes imposta pelo ditador Francisco Franco). Refiro-me por exemplo à cláusula em que o rei é imputável, isto é, não responde perante a justiça. Outra lei que acaba de sair, impede que (e refiro-me à família real, não sei se a mesma é extensível a outros) se diga mal da família real nas redes sociais, como se esta não fosse constituída por seres humanos e estes não cometessem erros. Não será este facto um indício de censura? Todos nós estamos expostos aos erros e temos de acarretar com as possíveis consequências. Por que tem de haver exceções? Todos somos seres humanos e como tal, sem exceção todos temos de ser encarados dessa forma. Não há seres humanos superiores a outros. Nem mesmo o rei/rainha só por ter nascido numa classe socialmente privilegiada. Este facto não o torna um ser humano sem defeitos.

Depois, é muito caro manter uma família real. São ainda alguns milhões. Se assim é, se temos que os aguentar, então que seja escrutinado cada quatro/seis anos a avaliação do seu desempenho. Há outros herdeiros dinásticos, outras famílias que mais não são que a ramificação da própria família real. Caso o representante em funções não esteja a fazer um bom trabalho que fosse substituído por outro membro, não necessariamente um irmão. Assim teríamos de facto uma monarquia democrática (com salário dum presidente da república).

Há que repensar também as remunerações dos mesmos. Como pode um país em crise pagar tais remunerações? Além de que têm um património pessoal com que podem contar.

No caso da república, só temos de encontrar (aqui o mesmo se aplica à monarquia) o representante que, em todos os aspetos, seria o candidato ideal (o aspeto moral incluído) e deixar que tudo aconteça. O salário não é exagerado e se não gostarmos do desempenho dos representantes políticos da nação, sempre se podem trocar ao fim de quatro anos.

Mas, se raciocinarmos bem, tudo depende da qualidade humana dos envolvidos. Tanto monarquias como repúblicas dependem da qualidade humana dos envolvidos. “Tudo começa e acaba no ser humano”, não me lembro já quem disse isto, mas é a realidade.

Agora, o grande problema, é não se conseguir imaginar outra possibilidade política para além destas duas.

Há imenso tempo que navegamos nestes mares sem outras alternativas e seria muito bom que surgissem de forma a evitar tanta e tão profunda desigualdade que estas duas formas políticas não conseguem esbater. Uma forma direta de participação dos cidadãos nas decisões do país que acarretariam a responsabilidade dessas mesmas decisões evidentemente. Não pensam muitas cabeças melhor uma ou duas ou até duzentas ou trezentas? Responder-me-ão que isso demoraria uma eternidade… e para onde vamos com tanta pressa? Não se cometem mais erros na pressa de responder às questões que surgem do que pensá-las com calma?

Isto traz à baila um outro problema. Geralmente, estes seres humanos, uma vez eleitos, e salvas as raras exceções (refiro-me aqui a deputados) que nada podem fazer contra a maioria ditatorial, têm tendência a salvar os seus próprios interesses. Lembram-se das decisões parlamentares da subida dos salários dos deputados em montantes bastante generosos para um país que cada dia parece sempre mais endividado ao exterior? E são precisamente estas e outras despesas públicas de que todos já ouvimos falar que representam um fator de desequilíbrio nas contas estatais.

Há que pensar nisto…



publicado por fatimanascimento às 21:22
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Sábado, 17 de Dezembro de 2016
Meninas mulheres

São meninas e são mulheres. São meninas com responsabilidades de mulher. São meninas de corpo e/ou cabeça de mulher. São meninas na escola e mulheres em casa. A vida passou-lhes uma rasteira. Talvez não seja culpa da vida, mas da sociedade em que vivemos.

A nossa sociedade admira pessoas trabalhadoras. Daquelas que têm trabalhos com horários incríveis (só com uma folga por semana) ou até dois trabalhos que asseguram a comida e as despesas mensais da família. Ninguém consegue pensar mais além disso mesmo. O problema é que estas horas dedicadas ao trabalho (que a nossa sociedade tanto admira) rouba horas à família. Não é culpa destas, por mais que muitos teimem em arranjar-lhes defeitos. Elas apenas respondem às exigências da sociedade em que se inserem. E por esse mundo fora, este problema multiplica-se. Quando acontecem tragédias, culpam as famílias. Como se o problema apenas se resumisse a esse universo.

Estas meninas, para além dos deveres escolares, acumulam deveres domésticos. Substituem os pais ausentes.

Encontrei as duas na mesma semana, apenas separadas por dias. Uma delas saía do supermercado, carregada de compras e rodeada de crianças mais novas que pareciam os irmãos mais novos. Além da carga, que era pesada, tomava conta de gaiatos que gravitavam à sua volta. A sua voz tentava sobrepor-se aos gritos dos mais novos, tentando assumir um tom de comando no sentido de impor algum respeito e fazer-se obedecer.

A outra, já com corpo de mulher, mas com uma idade muito abaixo da projetada pela sua imagem, seguia rumo a casa com três sacos enormes de compras que tentava equilibrar, sem êxito, no seu corpo.  Mais compras. Mais uma tentando preencher as lacunas deixadas pelos pais ausentes.

Exigem delas na escola. Exigem delas em casa. Vivem uma vida ensanduichada entre deveres e com pouco tempo para dedicar a si mesmas e aos interesses de crianças que ainda são. A notas, na escola, refletem essa vida. O cansaço assume um peso enorme naqueles ombros tão tenros.

Tudo isto se reveste de um perigo que a sociedade teima em ignorar. Os salários baixos levam os pais a ausentar-se para compensar as despesas mensais e não têm em conta aspetos humanos, só económicos. Se tudo corre bem, esta fase da vida daquelas meninas mulheres com todos os contratempos nela incluídos, apenas são do conhecimento da família e alguns vizinhos de confiança. Se, pelo contrário, esses contratempos saem, pelas piores razões, desse âmbito, apenas a família fica debaixo da mira das responsabilidades. As atenuantes passam ao lado, apenas se fala de negligência familiar. Mas, a responsabilidade é mais lata. E é uma responsabilidade vertical que começa com o valor do salário mínimo estabelecido pelos políticos e defendidos por patrões. Todos estes são responsáveis indiretos deste problema de que não se fala. Quando se pagar o trabalho com o devido valor, já não será necessária essa ausência parental e talvez desta forma talvez se consiga o equilíbrio que as famílias necessitam, para se conseguir, com a solução, uma sociedade mais equilibrada, em todos os aspetos.

Quando as crianças tiverem mais tempo para ser crianças, talvez as avaliações sejam aquilo que o ME deseja mas sem a necessidade de exigir dos professores.



publicado por fatimanascimento às 21:25
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